terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Emagreça com Óleo de Cártamo

O óleo de Cártamo é um anti-oxidante natural que possui propriedades que podem acelerar o metabolismo das gorduras, auxiliando assim, no controle da obesidade.

Estudos indicaram que esse óleo contém substâncias que atuam obrigando o organismo a usar a gordura acumulada como combustível contribuindo para uma maior eliminação de gordura

Na redução da gordura corporal, o óleo do cártamo age inibindo as enzimas lipogênicas (LPL) - que estocam a gordura - e estimulando a ação das enzimas lipolíticas - que queimam a gordura. Em resumo, a LPL transfere a gordura da corrente sanguínea para o interior das células que armazenam a gordura corporal. Quanto maior e mais intensa a atividade da LPL, maior o volume de gordura estacionado no corpo. Com o bloqueio da ação da LPL o organismo passa a utilizar o estoque de gordura como fonte de energia para a atividade muscular.

As sementes desta espécie (Carthamus Tinctorius) possuem elevados teores de óleos (35 a 40%) de ótima qualidade, tanto para consumo humano, como para uso industrial. O óleo de cártamo encera altos teores de ácidos linoléico (70%) e oléico (20%) e baixa porcentagem de ácido linolênico (3%) Uma das características químicas mais importantes deste óleo é a sua poli-insaturação, a qual condiciona a presença de baixo conteúdo de colesterol, que é uma substância nociva ao organismo humano.

Os efeitos benéficos do consumo de óleo do cártamo mais estudados atualmente são redução do peso corporal, aumento do metabolismo, ganho de massa muscular, redução da aterosclerose, prevenção e tratamento de diabetes mellitus tipo 2, potencialização da mineralização óssea, modulação do sistema imune, efeito antitrombogênico, inibição de células cancerosas, diminuição das concentrações de colesterol LDL e glicose no sangue.
O óleo produzido através do processamento das sementes de cártamo também é rico em vitamina E, um potente antioxidante que previne o dano celular protegendo o organismo da formação do câncer e aterosclerose.

Um dos ácidos de sua constituição também é chamado de ômega 6. Este ácido pode ser encontrado em alimentos como carnes vermelhas, laticínios e em óleos como o Cártamo. Outro ácido o oléico também é conhecido como ômega 9, podendo ser encontrado principalmente no azeite de oliva e corresponde ao grupo dos óleos do bem. Sua função além de ajudar a manter os níveis de colesterol dentro dos seus limites normais, tem um papel importante na síntese de hormônios, regulando os processos metabólicos, também auxilia a controlar a fome e o peso corporal.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alerta no uso de polivitamínicos e minerais para bariátricos

A cirurgia bariátrica tem demonstrado ser efetiva em manter a perda de peso por pelo menos 15 anos, sendo o baypass gástrico em Y de Roux a técnica que apresenta os melhores resultados. Contudo, são muitos os riscos metabólicos aos quais os pacientes são expostos, o que torna essencial a monitoração regular por uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde. O paciente tem que se conscientizar de que o nutricionista precisa avaliar periodicamente o peso corporal, o consumo alimentar, os exames bioquímicos e identificar as alterações no funcionamento do tratogastointestinal (TGI) para adoção de condutas adequadas objetivando a manutenção da saúde com qualidade de vida.

De acordo com a nutricionista Juliana Mendes Zaneti, para quem não se alimenta de maneira adequada, faz uso de dietas hipercalóricas e industrializadas de comidas prontas e rápidas, muitas vezes esse indivíduo acaba não tendo uma alimentação completa, equilibrada e balanceada, existindo a falta de nutrientes essenciais para o organismo havendo necessidade de suplementação de vitaminas e minerais.

A comercialização, o fácil acesso e as variadas opções de polivitamínicos existentes no mercado vendidos em farmácias e até mesmo pela televisão, estão relacionados ao uso sem a devida orientação. “O hábito do brasileiro de se alto medicar é um problema, porque as pessoas acabem ingerindo nutrientes acima da recomendação pode sobrecarregar os rins, ou até mesmo a eliminação sem que o organismo absorva nem um terço desse suplemento, o que era para ajudar pode ocasionar complicações”, alerta a nutricionista.

Comprar qualquer suplemento sem a devida orientação pode causar até mesmo falta de nutrientes importantes principalmente em casos de pessoas que passaram pela cirurgia de obesidade. “Muitas vezes os suplementos de marcas muito conhecidas podem não conter componentes essenciais como proteínas, carboidratos e até mesmo a falta de vitaminas e minerais importantes. Deve-se estar atendo e ler cuidadosamente o rótulo para ver quais componentes contidos seja qual for o suplemento. Oriento que antes de comprar, consulte um nutricionista ou seu médico para ter a recomendação certa compatível a suas reais necessidades,” esclarece Juliana.

Referência Bibliográfica: Nutrição em cirurgia bariátrica, Goretti Burgos, cap. 20, editora Rubio, 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Entrevista com o Dr. Lazzarotto


Cirurgião Médico de Obesidade – CRM 2342/PR / 1287384/ SP  
Repórter: Dr. Lazzarotto qual a diferença básica entre a cirurgia desenvolvida pelo senhor e as outras técnicas existentes?

Dr. Lazzarotto: Bem, desde que me formei nunca concordei com as cirurgias que mutilassem alguma coisa no corpo. Por exemplo: eu acho uma agressão as técnicas das cirurgias que cortam o estômago ou ainda cortam parte do intestino. Por isso que resolvi criar essa técnica. Eu não mexo no estômago, por isso não tiro o prazer da pessoa comer, só faço um desvio no intestino, assim o operado só vai absorver o que é preciso, ai vai emagrecer naturalmente. Não há falta de vitaminas e sais minerais.

Nesta técnica além da pessoa poder comer normalmente ela não precisa passar por psicólogo, nutricionista e outros profissionais, terá vida normal , tudo normal mesmo.

Outra particularidade é a anestesia: O paciente é operado acordado, a anestesia é peridural e raquidiana, ele fica acordado conversando com a gente durante o procedimento. É muito mais segura que uma geral, por exemplo. Os obesos que são submetidos a uma anestesia geral (entubados) ficam respirando durante horas por aparelhos e devido à gordura que muitas vezes comprimem os pulmões, dificulta a pessoa a voltar respirar sozinha. Por isso que nas outras técnicas acontece de o paciente ter de ir pra UTI para adaptar os pulmões a respirarem sozinhos novamente.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Síndrome do Intestino Irritável (SII)

A Síndrome do Intestino Irritável (SII), também conhecida como Síndrome do Cólon Irritável ou Doença Intestinal Funcional, é mais uma doença crônica, de causa desconhecida, que causa dor abdominal e altera os hábitos intestinais. É mais freqüente em mulheres e pessoas com menos de 50 anos.

Sintomas:
A SII é uma doença crônica e oscilante, que pode piorar com o estresse, a alimentação e o período do ciclo menstrual. Para diferenciar o SII de outros problemas intestinais, especialistas elaboram uma lista dos seus sintomas mais comuns:
  • dor ou desconforto abdominal contínuo ou recorrente durante pelo menos 3 dias por mês no 3 últimos 3 meses, e maus dois dos seguintes sintomas:
  • alívio da dor com evacuação;
  • constipação ou diarréia;
  • mudança na forma ou consistência das fezes.
  • alternância entre constipação e diarréia;
  • necessidade de esforço para evacuar;
  • urgência para evacuar, especialmente após as refeições;
  • sensação de esvaziamento intestinal incompleto após a evacuação;
  • presença de muco (catarro) nas fezes;
  • distensão abdominal e gases

Causas:
A causa da SII é desconhecida, mas supõe-se que a alteração da movimentação intestinal esteja relacionada aos seguintes fatores:
problemas de comunicação do cérebro com o intestino;
distensão por gases e aumento da sensibilidade ao funcionamento intestinal;
infecção intestinal (levando a chamada SII pós-infecciosa);
tendência a desenvolver alterações frente a vários estímulos emocionais;
problemas psicológicos, como síndrome do pânico, depressão ou ansiedade - não se sabe se é causa ou conseqüência do problema intestinal.

Diagnóstico:
O diagnóstico da SII é baseado nos sintomas do paciente.
Não há nenhum exame capaz de comprovar o diagnóstico da SII, mas devem ser excluídas outras doenças. Mesmo assim, em alguns casos pode ser necessário a realização de alguns exames como: exame de fezes; hemograma (exame de sangue completo); exames internos do intestino; ultra-sonografia do abdome; exames de raios-x com contraste.

Pessoas com mais de 40 anos ou com os seguintes sintomas devem ficar atentas a outras doenças que não a SII (como o câncer de cólon): febre; presença de sangue nas fezes ou sangramento pelo ânus; perda de peso; anemia; história familiar de câncer de cólon.

Tratamento:
Não há tratamento único para a SII, mas sim para alívio dos sintomas. Por exemplos, recomenda-se aumentar a ingestão de fibras e evitar cafeína, cigarros e comidas gordurosas ou que produzem gases (feijão, repolho, couve-flor, brócolis), assim como meios para reduzir o nível de estresse. Quanto aos medicamentos, estão indicados os relaxantes da musculatura entre outros. Consulte seu médico a respeito de qual a melhor opção em seu caso.

Fonte: Gastromed

Gastroplastia Capella - Dr. Sena